Voos de Dirceu complicam delator

O Antagonista tem batido na tecla de que Pedro Barusco não disse toda a verdade em sua delação, a fim de proteger José Dirceu. A planilha de voos obtida pelo MPF complica a situação do delator.

Dirceu realizou 61 voos no Cessna Citation Mustang PP-EVG, da Riomarine, empresa de fachada usada por Mario Góes para pagamentos de propina do petrolão.

Está claro que os voos foram uma forma de viabilizar o pagamento de parte da propina devida a Dirceu. Isso quer dizer que, do montante que Góes repassava a Barusco, uma parte era destinada ao ex-ministro.

Na descrição dos repasses, Góes disse que pagava Barusco em contas de offshores do ex-gerente e o bolo era dividido em seis ou sete partes: duas para Barusco, duas para Duque, uma para o próprio Góes, uma sexta parte era dividida entre Barusco e Góes. “Quanto à sétima parte, não sei a quem se destinava”, disse o delator.

O Antagonista sabe.

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