Voto distrital já

Rogério Chequer, na Folha, defende que o voto distrital seja adotado já em 2018 — e não apenas em 2022.

Ele elenca as vantagens:

“Por que esse sistema é melhor? Primeiro, porque aproxima o deputado de seu eleitorado. Eleito pelo distrito, o deputado será seguido de perto pelos seus representantes e terá que defender os interesses dos moradores, que ficarão de olho nele. Os eleitores sabem com quem reclamar e para quem pedir. Se o deputado não trabalhar efetivamente para esse distrito, não será reeleito. A relação torna-se muito próxima, e o monitoramento constante – como deveria ser, e como hoje não é. Em resumo, a representatividade aumenta.

A segunda vantagem é que as eleições serão muito mais baratas. Em vez de fazer campanha para 32 milhões de pessoas, percorrendo todo o Estado, o candidato só faz campanha no distrito, de bicicleta. Estudos mostram que o custo das campanhas cairia em até 80%. Se a reclamação dos políticos para as eleições de 2018 é que não há dinheiro, por que não baratear a campanha e ao mesmo tempo aumentar a representatividade?
Ora, se esse sistema é melhor e mais barato, por que não o adotar agora? A desculpa usada pelos deputados é que delimitar esses distritos é complicado e levaria tempo. Balela. Já está feito.

Em estudo do CLP (Centro de Liderança Pública), conduzido pelo professor Örjan Olsén a partir de dados do IBGE, esses distritos já foram desenhados para todo o país. Foram considerados não apenas os dados censitários, mas áreas geográficas com similaridades econômicas e sociais. Como exemplo, a comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, foi considerada um distrito diferente do bairro do Morumbi, adjacente. Paraisópolis pode ter, assim, seu próprio representante na Câmara dos Deputados. Estudo atualizado será enviado ainda esta semana às caixas de entrada de todos os deputados federais.

Mesmo que não dê tempo para delimitar os distritos até 7 de outubro, pode-se valer do mesmo recurso que vão usar para o financiamento de campanha: defini-los a posteriori, por lei complementar.”

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Tempo de publicação: 4 minutos

  1. Apoiado! O voto distrital MISTO (e não o PURO) é a melhor saída: barateia as campanhas; o candidato é eleito no distrito e cobrado pelos eleitores do distrito; o número de partidos políticos CAIRIA AUTOMATICAMENTE para no máximo 10.

  2. Ler mais 18 comentários
    1. Apoiado! O voto distrital MISTO (e não o PURO) é a melhor saída: barateia as campanhas; o candidato é eleito no distrito e cobrado pelos eleitores do distrito; o número de partidos políticos CAIRIA AUTOMATICAMENTE para no máximo 10.

    2. Certo.

      Não sei a realidade de Paraisópolis, mas vamos tomar como exemplo alguma favela aqui do Rio. Há alguma chance do candidato vencedor não ser o indicado pelo chefe do tráfico?

      Eu gosto do voto distrital e acho que ele tem todas as vantagens elencadas acima, mas tenho essa preocupação séria, pelo menos, aqui no Rio de Janeiro.

    3. Quer transformar as eleições em algo muito mais barato?
      VOTO FACULTATIVO!
      Nada de prisioneiro podendo votar!
      Conta de luz paga!
      Carnê do IPTU quitado!

      2/3 da população brasileira não votariam! Olha a economia!

      1. Nada é mais importante que a Previdência. Inclusive porque falta mais de um ano para a eleição (e posse) do novo Congresso. A Previdência não pode esperar até lá.

    4. Se conseguirem para 2018, ótimo. Onde que podemos ver a divisão feita pelo CLP?
      Imagino que estejam falando de distrital puro porque, se for o misto, o número de distritos cai pela metade.