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Wajngarten na CPI

Wajngarten na CPI
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Ao confirmar, em entrevista à Veja, que intermediou os contatos da Pfizer com o governo Bolsonaro, o ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten pode ter entrado na mira da CPI da Covid. 

“Certamente, ele pode ser chamado a se explicar. Todos os fatos correlatos devem ser investigados”, diz o senador Omar Aziz, que deve presidir a CPI. Alessandro Vieira, que também integra a comissão, afirma que “não há como não ouvir esse cidadão”.

Dono de uma empresa de intermediação de negócios, Wajngarten alega que, como secretário de Comunicação, estava apenas preocupado com a imagem de Jair Bolsonaro e com a inação do Ministério da Saúde.

Me coloquei à disposição para negociar com a empresa, antevendo o que estava para acontecer: o presidente seria atacado e responsabilizado pelas mortes. A vacina da Pfizer era a mais promissora, com altos índices de eficácia, segundo os estudos. Precisávamos da maior quantidade de vacinas no menor tempo possível. E dinheiro nunca faltou. Então, eu abri as portas do Palácio do Planalto.”

O caso da Pfizer, como já mostramos, é considerado por integrantes da CPI como a “bala de prata” contra o governo Bolsonaro, que se recusou, no ano passado, a fechar com a Pfizer a compra de 70 milhões de doses. Este ano, o Ministério da Saúde contratou 100 milhões de doses, ao custo de R$ 5,63 bilhões.

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