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Wassef pode ter cometido crime ao ajudar Queiroz, mesmo sem ele ser foragido, diz Miguel Reale Jr.

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Frederick Wassef insiste em dizer que Fabrício Queiroz não era um foragido  quando foi preso na casa de Atibaia — “frequentada” clandestinamente pelo ex-assessor de Flávio Bolsonaro, segundo a nova versão do advogado do presidente da República.

O Antagonista perguntou a Miguel Reale Jr, um dos maiores especialistas do país em Direito Penal, o motivo dessa insistência. Ele explicou que o artigo 348 no Código Penal descreve a conduta de auxiliar autor de crime a subtrair-se da ação de autoridade. Não exige que o autor do crime seja foragido ou tenha prisão decretada.

“Fabrício Queiroz havia dado endereço falso. E teria sido orientado a não se apresentar. O MP o procurou no hotel que informou que ele jamais havia sido hóspede”, diz Reale Jr. “Assim, o crime de favorecimento pessoal consiste em auxiliar que o autor do crime não seja alcançado fisicamente pela ação da autoridade. Dessa forma, não se afasta a possibilidade do crime de favorecimento pessoal a ser examina pelo MP e pela OAB”.

Como advogado, Wassef frequentou bastante o Código Penal para saber o risco que corre.

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