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Witzel ataca Moro na CPI: 'menino de recado' de Bolsonaro

Ex-governador do Rio disse que ex-ministro foi usado para persegui-lo; 'o chefe falou para você parar de falar que quer ser presidente', teria dito Moro
Witzel ataca Moro na CPI: menino de recado de Bolsonaro
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Na CPI da Covid, Wilson Witzel despertou o interesse de Renan Calheiros (MDB-AL) ao atacar a postura de Sergio Moro no governo. Disse que o ex-ministro foi usado por Jair Bolsonaro para persegui-lo.

Um dos episódios, afirmou, teria sido a requisição de delegados federais que trabalhavam no Rio. Depois, a instauração de inquérito sobre o porteiro que citou Bolsonaro em depoimento no caso Marielle Franco.

Pedi a Moro que não retirasse delegados que trabalhavam comigo. O delegado Bernardo Barbosa estava levantando crimes de gestões passadas, inclusive da organizações sociais. Fui chamado pelo ministro Moro para conversar. Ele não quis tirar foto comigo, não poderia anunciar meu nome, e disse que não poderia divulgar na agenda essa reunião comigo“, narrou.

Ainda segundo Witzel, Moro lhe disse: “O chefe falou para você parar de falar que quer ser presidente. Se você não parar, a gente não vai poder te atender em nada.”

“E falou que ia pedir de volta os delegados. Isso é ou não uma intervenção num estado de federação? O delegado é da União, mas não pode pedir nessas condições. Falei que ele estava num caminho equivocado. ‘Se você quer ser ministro do Supremo, tem que convencer os senadores que você é capaz de ser um juiz imparcial. Essa coisa de menino de recado não é algo que se espera de você, que como eu, é magistrado com 20 anos de carreira'”, afirmou, citando trechos da conversa.

O ex-governador ainda criticou Moro por instaurar um inquérito sobre o porteiro do condomínio de Bolsonaro que relatou que um dos executores de Marielle Franco mencionou o nome do presidente antes do crime, ao entrar no local.

“Logo depois, o ministro Moro, de forma criminosa e lamentavelmente, requisita inquérito para investigar crime de segurança nacional porque o porteiro prestou depoimento para dizer que o executor da Marielle teria chegado no condomínio e mencionado o nome do presidente. Se isso é verdade ou não, não tenho nada a ver com isso”, disse.

“O porteiro, que estava como testemunha, recebe intimação da Polícia Federal, que infelizmente não estou reconhecendo, e a requisição do ministro da Justiça, o PGR instaura inquérito para acuar. Eu sou jurista. É eminentemente uma coação no curso do processo.”

Witzel é garoto de recados da corrupção.

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