Youssef vai partir para cima

Depois de o vice-presidente da empreiteira Engevix, Gerson de Mello Almada, afirmar que a propina do Petrolão serviu para comprar apoio da base aliada, chegou a vez de o doleiro Alberto Youssef avançar para cima do núcleo político da lambança. 
O advogado do doleiro, Antônio Augusto Figueiredo Basto, antecipou ao Estadão que apresentará à Justiça uma petição dizendo que o seu cliente era apenas uma peça no esquema comandado pelo PT e outros partidos. Disse o advogado de Youssef: “Era um projeto de poder de sustentação do PT. Não há dúvida disso. Vou citar na defesa, claro. PT e a base aliada como PMDB e PP. O esquema só existiu porque havia vontade política para fazer com que ele existisse.”
Empreiteiros e operadores se uniram para evitar ter o mesmo destino dos núcleos financeiro e publicitário do mensalão — que pegaram cana dura, enquanto o núcleo político teve penas relativamente leves e já está em casa. Eles perceberam que a estratégia do governo era vitimizar a Petrobras, isolar os diretores corruptos como bandidos que agiam individualmente e deixar todos os corruptores na mão. Com a devida configuração do Petrolão como projeto de poder,  os empreiteiros querem que os seus julgamentos ocorram também no Supremo Tribunal Federal, como parte integrante de um escândalo comandado por parlamentares e outros graúdos da República, aos quais eles tiveram de submeter-se (coitados…)
Mais do que nunca, sabemos por que o advogado Kakay, quando era advogado de Youssef, se manifestou contra a delação premiada. Ele cobrava honorários do doleiro, mas o seu cliente era José Dirceu.

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