Em depoimento como testemunha de Lula, Dilma bate boca com procurador

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Em depoimento na tarde de hoje como testemunha de defesa de Lula, Dilma Rousseff bateu boca com o procurador Carlos Henrique Martins de Lima.

Trata-se do processo em que Lula responde por tráfico de influência e corrupção passiva no caso que envolve a ampliação da linha de crédito do BNDES para a Odebrecht em Angola.

A audiência, por videoconferência, começou com questionamentos de Cristiano Zanin, advogado do ex-presidente.

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Em seguida, Dilma, por mais de 30 minutos, falou da “importância” de empréstimos para “fortalecer o Brasil no mercado internacional”.

O representante do Ministério Público Federal precisou, então, lembrá-la de que a acusação se referia a um esquema de propina envolvendo Paulo Bernardo a Marcelo Odebrecht.

De acordo com a denúncia, o então ministro de Planejamento se encontrou, em reunião privada, com o empresário e pediu vantagem ilícita, com a anuência de Lula. Em contrapartida, Paulo Bernardo concederia aumento da linha de crédito de financiamento de exportação para a Angola.

O procurador quis saber de Dilma se ela poderia confirmar ou não tal encontro descrito na denúncia.

“A pergunta do senhor é um absurdo. Ele me dá como pressuposição que havia um fato a sós, e me pergunta se posso afirmar sobre algo de um fato a sós. Não vou responder a perguntas que têm o objetivo precípuo de criar confusão”, reagiu ela.

Comentários

  • Francisco -

    E você acha que uma situação esdrúxula e imoral como essa merece algum tipo de comentário? Estou tranquilo porque ainda acredito no Poder Militar.

  • Jo -

    Dilma sempre foi uma ALUNA inteligente e obediente, que segue e executa fielmente, os ENSINAMENTOS e as ORDENS do seu amado mestre ex-metalúrgico.

  • Yannis -

    Poderia, como Lula, dizer "Não sei de nada" Dizer que a pergunta tem objetivo de gerar confusão depõe contra o procurador. Que está de má fé. A exasperação pressupõe indício de culpa.

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