BOLSONARO SOB PRESSÃO: HÁ RISCO DE RUPTURA?

Caro leitor,

O homem mais poderoso do Brasil está sob pressão.

Menos de cinco meses depois de ter subido a rampa do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro enfrenta os desafios da chamada “política real”.

Isso levou seus apoiadores a convocar manifestações de apoio nas ruas.

Como Bolsonaro se sairá nesse teste de resistência?

Há risco de ruptura institucional?

O repórter Caio Junqueira acaba de publicar uma reportagem esclarecedora sobre o assunto.

Confira um trecho:

Uma parte dos apoiadores de Jair Bolsonaro encara o protesto como um chamado do presidente. O problema é que, qualquer que seja o cenário, os atos embutem risco para o próprio Bolsonaro e para o governo. Mas nada que chegue perto das teorias conspiratórias propaladas nos últimos dias. Na história do Brasil, golpes sempre foram acompanhados de uma conjunção de fatores a sustentá-los. A começar pelo apoio das Forças Armadas, de setores importantes da economia — e de protagonistas do próprio parlamento. O grito das ruas, ou de parte dela, nunca foi suficiente. Ainda que quisesse, o que não parece um dado concreto a ser considerado, não há sinais de que Bolsonaro conte com o mix de fatores pré-golpe que a história não deixa esquecer. Portanto, o risco de ruptura institucional difundido em discursos e análises se mostra um evidente exagero. Assim como parecem exageradas as leituras de que o impeachment é algo que pode estar tão perto quanto a próxima esquina. “Não consigo enxergar um golpe nos moldes de 1964. As condições internas e externas são distintas”, diz Hector Saint-Pierre, coordenador do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp, a Universidade Estadual Paulista. Também faltam, ao menos até aqui, elementos capazes de sustentar mais um impedimento presidencial.

A reportagem revela o que está em jogo e analisa o que pode acontecer com o governo e com o Brasil.

É algo que diz respeito também a você, leitor.

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