MÉDICAS E MONSTROS: AS CUBANAS ASSEDIADAS E CALADAS PELO REGIME (ELAS TAMBÉM SOFRERAM NO BRASIL)

Caro leitor,

Você vai começar a conhecer agora histórias dramáticas.

Elas ajudam a compreender até onde podem ir os absurdos de uma ditadura.

Essas histórias mostram como, em regimes autoritários, as pessoas podem ficar suscetíveis a práticas abusivas.

Prepare-se.

As vítimas são médicas cubanas que trabalharam em missões em outros países; algumas participaram do programa Mais Médicos, no Brasil.

Ao atuar fora de seus países, elas sofreram assédio, foram tratadas como escravas sexuais e, ao pedir ajuda, foram silenciadas pelo regime.

As práticas de crimes contra a humanidade já foram formalmente denunciadas ao Tribunal Penal Internacional.

Leia este trecho da reportagem de Duda Teixeira que acaba de ser publicada:

“Crusoé conversou por telefone com quatro cubanas que teriam sofrido abusos em programas de saúde do governo cubano no exterior. Segundo elas, na Venezuela, a violência começa assim que os cubanos desembarcam. No aeroporto de Maiquetía, perto da capital Caracas, os médicos que chegam são solicitados a formar fila única. Então, um dos coordenadores seleciona algumas mulheres, que ficam em um local apartado. ‘Ele separava as pessoas sem qualquer explicação, mas todo mundo logo percebeu que o que ele estava fazendo era pegar as mais bonitas’, disse uma cubana que pediu para ser identificada como Mercedes.

Do aeroporto, os profissionais são enviados para dezenas de cidades com o objetivo de prestar atendimento à população. O critério de seleção, novamente, depende do gosto dos chefes. ‘Aquelas das quais eles gostam mais são acomodadas em Caracas e nas grandes cidades. As mais velhas ou que não são atraentes acabam nos lugares mais distantes e pobres’, disse outra médica, Reina, que também pediu para ser citada sob nome fictício.”

Os números revelados pela reportagem assustam: quatro em cada dez médicos cubanos que participaram de missões em outros países sofreram ou testemunharam abusos sexuais.

Leia este outro trecho da matéria:

“As quatro médicas cubanas entrevistadas também afirmaram que, no exterior, elas não gozam de direito algum. Uma profissional que foi trabalhar na cidade de Penedo, em Alagoas, reclamou que não queria ficar com outros homens na mesma moradia. Foi imediatamente levada para Cuba. ‘Onde eles nos mandavam, nós tínhamos de ir. Eles eram os nossos donos’, diz Reina. Na Venezuela, ela foi forçada a morar com onze mineiros, que estavam sempre bêbados. Uma noite, precisou fugir da casa para não ser atacada. Nos finais de semana, Reina ainda tinha de participar de festas.Todos os encontros terminavam em bebedeira. Depois, ela era obrigada a arcar com parte dos custos.”

São relatos que jogam luz sobre uma das facetas mais perversas de um regime ditatorial.

Mulheres tratadas como objeto, como mercadoria, como se tivessem “donos” — como descreve uma das cubanas.

E aquelas que denunciavam ou pediam ajuda eram covardemente ameaçadas… Silenciadas.

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