Agamenon: "A culpa é da cueca!"

Bons tempos aqueles em que uma cueca surpreendida em flagrante delito apresentava uma mancha de batom (crime conjugal hediondo e inafiançável) ou, no máximo, uma constrangedora “freada” nos fundilhos.

Por conta do aumento da violência e da ousadia da bandidagem política, o cocô na cueca virou o grande assunto nacional, mesmo porque se borrar nas calças (ou na cueca, como é o caso) não está no Código Penal, a pena máxima que o senador Chicocô Rodrigues pode pegar é uma Prisão de Ventre, mas ele tem bons advogados, que, inclusive, já deram entrada num Habeas Rabus preventivo, o famoso WC.

Todo mundo sabe que o senador, surpreendido pela Polícia Federal numa visita matinal, ao pedir para usar o toalete, foi pego pelos meganhas com um monte de dinheiro escondido entre as nádegas. O que prova que o senador não é de esquerda nem de direita, mas de centro. A princípio, os “federais” pensaram que se tratava de um projeto de lei ou uma emenda parlamentar. No entanto, num exame mais acurado, constataram que era mer%$#@ˆ%&da mesmo, da boa.

Imediatamente, a perícia técnica foi convocada e deu um trabalho enorme separar o que era cocô do que era senador, não dá para se saber direito onde acaba um e começa o outro. Que o dinheiro era (e estava) sujo não existe a menor dúvida, mas, mesmo assim, encheram um potinho com notas de 100 e mandaram para exame num laboratório de análises clínicas.

Segundo o meu personal psico-proctologista, o célebre professor doutor Jacintho Leite Aquino Rego, a autointrodução de dinheiro na própria região lombo-lortal posterior, seja em moedas, seja em cédulas ou bitcoins, configura fixação na fase anal retentiva de fundo nervoso (mais de fundo do que nervoso) por conta de um trauma materno na infância. Em resumo, como em tudo na psicanálise, é culpa da mãe, mesmo porque, como se sabe, todo político é filho- da-pu#@!%ˆ&ta.

Em sua defesa, o senador alegou que o dinheiro introduzido nas nádegas tinha como destinação o pagamento de seus empregados. Ele só não conseguiu explicar como iria pagar seus funcionários, se com o dinheiro ou se com as nádegas.

Felizmente, o Senado Federal, indignado, ultrajado e desmoralizado, decidiu imediatamente dar uma resposta à sociedade. Estabeleceu um auxílio mensal de
30 mil reais para cada parlamentar destinado à aquisição de fraldas descartáveis para que o Congresso Nacional não venha a passar por tal tipo de vexame. É o Auxílio Cueca.

Em seguida, passando para outra matéria fecal, os senadores passaram à arguição do novo juiz do STF, que, apesar de nascido no Piauí (me refiro à revista, e não à progressista unidade da federação), demostrou notória ignorância jurídica, uma brilhante e original trajetória acadêmica, além de “copiosa” obra de natureza teórico-jurisdicional.

Mas nem tudo é alegria no Brasil. O presidente Jair Messias Bolsoasno está pensando em proibir a vacina de Covid-19 fabricada na China. O presidanto receia que, junto com a vacina, seja inoculado o vírus do comunismo no povo brasileiro. Mas isso não faz o menor sentido.

Sigam o meu raciocínio: tudo que se vende e que se compra neste país é made in China. Por que não ia dar certo? Só porque a vacina entra por dentro do corpo da pessoa? Ora bolas, a minha fogosa patroa, a Isaura, faz uso de vários vibradores made in China e nunca reclamou de algum efeito indesejado. Muito pelo contrário. Aliás, muito mais ainda pelo contrário!

A conclusão é que este país não tem jeito. É PT, perda total, e o que é pior: a prestação do seguro está atrasada. A questão que incomoda a todos os brasileiros é: com tanta ignorância, ignomínia, falcatrua e picaretagem, onde vamos parar?

Eu sei! No Supremo Tribunal Federal.

Agamenon Mendes Pedreira, por conta do seu miserê, não tem o que esconder na cueca.

Leia mais: A revista tanto fuçou que conseguiu mais uma história espetacular.
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