Agamenon: A Pequena Buda

Influenciado por Richard Gere, comecei então a estudar os ensinamentos e as palavras sagradas de Buda, o Sidartha, de Hermann Hesse. Sidartha Gautama, vulgo Buda, nasceu na Índia, onde era magro e miserável. Cheio de fome, Sidartha Gautama, mudou-se para Beijing, onde arrumou um emprego de entregador do China in the Box.

Submetido à uma dieta rica em gorduras e caixinhas de papelão, o homem santo foi adquirindo proporções gigantescas, transformando-se na rotunda figura que hoje decora milhares de templos orientais e restaurantes. Apesar de não ser boiola, Buda nos ensinou que devemos amar os nossos semelhantes. Buda ensinou também que a alma dos seres vivos é imortal podendo evoluir ou involuir a cada encarnação. Por exemplo: se um jogador de futebol tem um bom comportamento ao longo de toda a sua existência, na próxima encarnação poderá vir encarnado como cantor de pagode. Se o cantor de pagode não cumprir corretamente o seu karma terrestre, ele será punido reencarnando na forma de sertanejo universitário ou loura gostosa. Como vocês podem ver, a evolução da alma humana é muito lenta.

Imbuído de todos estes ensinamentos metafísicos e de todas as experiências que vivi ao longo deste meu périplo místico espiritual, percebi que chegara a uma encruzilhada em minha vida. Um momento de grande iluminação interior e que me apontava um só caminho: já estava na hora de abrir a minha própria religião!

Assim que concluí o meu curso de místico superior intensivão, recebi o meu diploma das mãos do Dalai Lama em pessoa. O Carequinha do Nepal desejou-me sorte na minha nova religião, mas me disse que, antes de exercer o meu ofício de místico, eu deveria fazer um estágio na Índia, centro mundial do esoterismo.

Acompanhe o Agamenon no Facebook:

https://www.facebook.com/agamenonreal

Faça o primeiro comentário

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade é do autor da mensagem.

1200