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Agamenon: eu sei o que vocês fizeram na eleição passada!

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Vejam bem, quer dizer, é melhor nem ver. O Brasil está mal na foto. Mal enquadrado, mal iluminado e totalmente fora de foco. Nosso país parece aqueles vizinhos de conjunto da Cohab: todo dia tem pancadaria, gritaria e palavrão. E não adianta chamar a polícia porque a polícia está metida até o cabo (ou será o talo?) na confusão. É melhor chamar a milícia, que é quem está mandando de verdade no Brasil.

Preocupado com a queda de sua popularidade, o coronavírus contratou uma assessoria de imprensa para ver se volta às manchetes dos jornais. Outro dia mesmo, em uma coletiva de imprensa sobre a Covid-19, não foi ninguém. Nem o ministro da Saúde. O único que compareceu foi o mosquito da dengue, que, como todo mundo sabe, é filiado ao PT e está na oposição.

Tem uma galera radical que quer fechar geral. Quer fechar o Supremo, quer fechar o Congresso, mas faz questão de abrir os shoppings. Por falar nisso, em mais uma tentativa de recuperar a economia, o governo Bolsossauro está em promoção. Tudo por R$ 1,99! À vista ou em três vezes no cartão! Só até sábado!!! O pessoal do Centrão está comprando tudo a preço de banana.

A boa notícia é que o O Antagonista arrumou mais um escravo. O ex-juiz Sergio Moro passa a dividir comigo a tarefa de remar a gôndola do Sr. Mainardi com direito às chibatadas inclementes do Sr. Sabino. A única diferença é que Sergio Moro tem um salário dez vezes maior que o meu. Como dez vezes zero é zero, não tenho como pedir isonomia salarial.

Não entendo como ainda não chegou ao Brasil essa moda de derrubar estátuas. Esse negócio de botar abaixo figuras históricas pode dar emprego para muita gente e ajudar a recuperar a economia. Basta ser forte e ignorante. Pensando bem, basta ser ignorante.

Outra coisa que não entendo: por que o ex-ministro da inducassão não fugiu para a Unesco? Só pode ter uma explicação: ele foi para o Banco Mundial espionar porque, como todo mundo sabe, no Banco Mundial, na Goldman & Sachs e no Credit Suisse só tem comunista disfarçado de banqueiro, que é para implantar o socialismo e o globalismo internacional. Globalismo é o esquema da “Globolixo” para dominar o planeta e obrigar as pessoas a assistirem à Ana Maria Braga de manhã. Mais desbocado que o “filhósofo” Eu Não Lavo o Meu Carv@#$%ˆ&valho, po%ˆ$#@rra!, o ex-ministro Weintraub está envolvido no esquema das fuck news.

A chapa está esquentando para o presidente É bom Jair se explicando Bolsonazi. Como é que ele foi esconder o Queiroz na casa do Freddy Kruger em Atibaia? Por que todo pilantra no Brasil tem casa em Atibaia? Será que é o clima?

Enquanto isso, continuo cada vez mais trancado dentro do Dodge Dart 73, enferrujado, minha autorresidência imóvel, na companhia de Isaura, a minha adorada patroa, que continua distribuindo a sua apetitosa “quentinha” a todo necessitado que abunda na vizinhança. A bunda, no caso, é a dela.

Empreendedora por natureza, a Isaura, a minha patroa, teve mais uma de suas ideias brilhantes: abrir um drive-in aqui em casa.

Para quem não tem menor ideia do que é drive-in, eu explico. Os drive-ins eram cinemas ao ar livre. Você entrava em um terreno enorme, pagava ingresso, estacionava o carro na frente de uma tela de cinema imensa. Enquanto isso, os pagantes, dentro das viaturas, praticavam atos de libidinagem, de sacanagem e de safadeza explícita. Não necessariamente nesta ordem.

Se o filme em exibição fosse A Noviça Rebelde, a fita que que rolava dentro dos automóveis era Garganta Profunda. Coisas que ficaram para trás. Nos antigos drive-ins, o entra e sai de gente era tão grande que as sessões se transformaram em um enorme bacanal, chamando a atenção da Anvisa. As autoridades sanitárias, ao tomarem conhecimento daquela depravação anti-higiênica, determinaram um banho gelado de hidroxicloroquina naqueles sem-vergonha. Não adiantou nada. Mais um trabalho que foi para o buraco, que era a ideia original.

Aproveito para deixar registrado meu total apoio ao cartunista Aroeira, que está sendo processado por manifestar a sua livre expressão da verdade. Ora, o presidente faz sua “live” excreção diariamente na frente de todo mundo, não dá descarga e não acontece nada!

Agamenon Mendes Pedreira é cronista da fila da Caixa Econômica

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