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Agamenon: I hate New York

Para provar que é um ambientalista de carteirinha, Jair Imbessias Bolssonaro pagou um mico-leão-dourado internacional na Assembleia-Geral das Nações Unidas
Agamenon: I hate New York
Agamenon/O Antagonista

Todos os meus 17 seguidores e meio (não esqueçam do anão, coitado, que perdeu o emprego com o final de “Game of Thrones”) sabem que eu, Agamenon Mendes Pedreira, vivo em “situação de rua”. Mais especificamente, a Rua da Amargura. Mas Deus ajuda a quem tarde madruga! Graças ao Todo-Phoderoso, consegui arrumar um bico na Covitiva da Alegria que levou o presidanto Jair Bolsossauro até Nova York, onde ele fez mais um de seus discursos históricos, quer dizer, histéricos. Antes de embarcar, os integrantes da comitiva foram submetidos a um rigoroso exame feito pela Pervert Senior, a operadora de saúde que utiliza os métodos científicos do famoso médico alemão Dr. Mengele. Além dos puxa-sacos habituais do Bolsoasno, integraram a comitiva dois camundongos e um hamster que fazem parte das pesquisas da Pervert Senior, especializada em pacientes idosos falecidos.

Depois de uma longa viagem, entupidos de cloroquina, ivermectina, azitromicina e óleo de fígado de bacalhau, avistamos estupefatos a Estátua da Liberdade. Ao ver o símbolo da cidade “estadunidense”, Bozonaro exclamou: “Olha só, aqui também tem loja da Havan!”. No hotel, todos os membros do entourage foram barrados porque não foram vacinados contra a raiva. Sugeri então que fossemos ao famoso bordel The House of Mother Joanna, onde todos os estrangeiros são recebidos de braços e pernas abertas. Mas o estabelecimento obedece rigorosamente aos rígidos protocolos da OMS (Organização Mundial de Sexo) e só permitiu que os integrantes brazucas comessem na rua.

Um grupo de manifestantes, ao se depararem com aquele grotesco espetáculo de atentado ao pudor, gritou: “Fora Bolsonaro! Dentro Bolsonaro! Fora Bolsonaro! Dentro Bolsonaro!”. Bolsonero é um estadista sagaz e arguto, um verdadeiro animal político —no caso, um burro. Sempre de bom humor, Bolsoasno aproveitou para fazer suas piadas de tiozão:“É melhor ser vaiado que ser viado! He, he, he! Boa essa, né?”.

O ministro da Saúde, Marcelo Quedroga, sem perceber, foi flagrado levando um fio-terra, quer dizer, um fio-Osmar-Terra de uma escort. Curiosamente, o dedo utilizado pela influenciadora digital era o do meio. O ministro, por não utilizar máscara nem camisinha, acabou pegando Gonorreia-19 e só vai poder voltar pro Brasil depois de uma quarentena em Nova York. Depois daquela farta distribuição de “dedos” para manifestantes, repórteres e nova-iorquinos, os  “comitivos” foram comprar vacinas de Covid naquelas lojas de US$ 1 para vender ao SUS por US$ 10.

Mas foi na ONU (Organização das Nações Usadas) que Bolsoasno pagou o maior mico. Pagou com cartão corporativo, é claro. E, para provar que é um ambientalista de carteirinha, o psicopresidente Jair Imbessias Bolssonaro pagou um mico-leão-dourado internacional na Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Afirmou que o Brasil é o melhor lugar para pandemias no mundo e que o país está atraindo investimentos internacionais para a Bolívia, o Paraguai e o Haiti. Disse que o Brasil estava à beira do socialismo e que, graças a ele, hoje está à beira da falência. Enquanto Bolsonaro esbravejava nas Nações Unidas e lançava seus perdigotos nas delegações estrangeiras, eu aproveitei para dar um golpe num otário. Eduardo Bolsonaro, o filho 03 (mais zero do que três), deu um furo bombástico em entrevista à Fox. Na família Bolsonaro, geralmente quem dá furo é o 02, Carlos, mas enfim —Dudu Bolsonaro revelou que o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, é comunista! E pior, seguidor de Antonio Gramsci, uma espécie de Olavo de Carvalho italiano, que morreu há quase 100 anos.

Para acalmar o rapaz, fui com o Endoidado Bolsonaro até a loja da Apple, onde lhe vendi um computador Dell. Também negociei uma cartela de Viagra para seu amigo Nãolavo Meu Carvalho, convencendo o filhósofo de que ele precisava de um reforço caso fosse comido por um urso na Virgínia.

Depois do triunfo na live da ONU, Bolsonaro já está de volta ao Brasil: a gente percebe pelo cheiro no ar. Agora, o governo pode retomar as suas atividades normais: inauguração de lojas da Havan, motociatas, confusões com caminhoneiros, cantores sertanejos e plantadores de fake news, negociatas com o Centrão e ataques ao Supremo.

Agamenon Mendes Pedreira é idoso da Terceira Idade.

 

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