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Agamenon: Imposto Ipiranga

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A sabedoria popular nos ensina que “a profundidade do pavilhão reto-furicular é proporcional ao comprimento do membro eroto-urinário que esteja nele inserido”. Inspirado neste pensamento profundo (com bastante duplo sentido, por favor ), o ministro da Economia, Paulo Guedes (o único liberal do mundo que aumenta imposto), pretende encher os cofres do Tesouro que estão mais vazios que a cabeça do presidente Jair Bolsonada.

Com tanto imposto para pagar, o pobre cidadão brasileiro, assumido ou não mal consegue se sentar. Obrigado a enfrentar mais este doloroso sacrifício fiscal, só resta ao contribuinte chorar de dor.

Aumento de imposto é mais ou menos como esses anúncios de “enlarge your penis” que vivo recebendo na internet. Só que ao contrário: de fora para dentro. É por isso que se sonega tanto no Brasil.

Sonegar é um verbo de caráter preconceituoso e racista, eu soNego, tu soNega, ela soNega, nós soNegamos, vós soNegais e eles soNegam. É muita soNegação. Não entendo como as entidades afrodescendentes ainda não condenaram o uso deste verbo que, na sua raíz, vitimiza o Nêgo por um delito que é praticado por empreiteiros, políticos e empresários que não têm lugar de fala, mas tem lugar para esconder a grana.

A próxima iniciativa liberal vai ser a criação do imposto desemprego. O desempregado que estiver de bobeira, esquentando o banco da pracinha, vai ter que pagar um tributo desocupacional onerativo numa alíquota crescente de acordo com a quantia que ele não recebe ao final do mês. O cidadão vai ter que preencher um DARF, pagar um DUDA e fazer uma declaração anual de falta de grana para não ser autuado pelos fiscais da Receita Foderal.

O problema é que tem mais de 30 milhões de desempregados no Brasil.  Destes, apenas 12 milhões têm o desemprego registrado em carteira, pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Ginecologia Exibicionística). As autoridades não sabem ainda como vão cobrar o imposto desemprego dos outros 18 milhões de desempregados informais que estão no olho da rua. Pois é… no Brasil até para ser desempregado de carteirinha o sujeito tem que ter alguma indicação política.

E o que é pior: com 600 reais você mal consegue comprar uma arma pra assaltar uma pessoa. Os assaltantes atualmente são a classe mais sofrida do país porque não conseguem achar ninguém com algum dinheiro na carteira  Só tem um jeito: taxar os serviços. Principalmente o “serviço de porco ” que o governo está fazendo.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista informal desempregado e não dá nota fiscal.

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