Agamenon: "Não adianta chorar sobre o leite condensado"

Agamenon: “Não adianta chorar sobre o leite condensado”
Agamenon/O Antagonista

O presidente Jair Messias Bolsoasno anda injuriado com a imprensa. Jornalistas revelaram que o “minto” gastou uma fortuna em leite condensado no ano passado. Agora, além da cloroquina, Boçalnato quer que os jornalistas introduzam uma lata de leite condensado em seus respectivos pavilhões reto-furiculares.

É curiosa a obsessão que o chefe da nação tem com esta furna remota, escura e apertada (nem sempre) da anatomia humana. Principalmente no que se refere à introdução de objetos estranhos na direção contrária da digestão. Onde será que ele aprendeu mais essa utilidade para o tradicional e saboroso laticínio? Será que foi em algum curso de sobrevivência na selva? Estaria essa fissura lombo-lortal-presidencial por trás (vejam só o trocadilho!) da aproximação de Bolsonaba com o “Centrão”? O Centrão também é conhecido como o “buraco negro” (mais um trocadilho!) do Congresso: depois que um membro (terceiro trocadilho seguido, vai ter música no Fantástico!)  do parlamento entra nele, fica impossível de sair. 

Isso prova que o sujeito mais poderoso do Brasil (depois do Boninho, é claro) é um indivíduo desequilibrado emocionalmente. Se não fosse homofóbico, seria fácil resolver esse problema de fundo nervoso (mais de fundo que nervoso). O próprio Pau no Guedes, enquanto economista liberal, poderia introduzir o presidente no assunto. Só assim os brasileiros poderiam ter, enfim, algum consolo. Mas o presidente não volta atrás e não admite utilizar nenhum consolo fabricado na China.

Muitos casais, entediados, lançam mão do doce e aveludado Leite Moça para apimentar o relacionamento. A Isaura, a minha patroa, costuma besuntar certos recantos de seu corpo maduro (quase podre) com leite condensado para que eu, e outros convidados, possamos lamber a guloseima sensualizando a relação. Logo em seguida, a recíproca é verdadeira. 

No entanto, e que fique bem claro, só utilizamos o conteúdo da lata desprezando o que o contém. Será que os nossos militares, na sua rusticidade e virilidade guerreira, introduzem a lata (com o leite condensado e tudo) em suas partes pudendas, num gesto heroico de coragem, destemor e amor à pátria? Será que antes da introdução eles fazem os dois furinhos tradicionais? 

O que não pode é nós, jornalistas, que não optamos pela dureza da vida militar castrense, sermos obrigados a seguir a rotina da caserna: acordar na alvorada, entrar em fila, prestar continência, enfiar uma lata de leite condensado no rabo e sair por aí marchando.

Pelo que se sabe, os maconheiros também são grandes usuários de leite condensado. Depois de fumar a erva maldita, os emaconhados são acometidos pela incontrolável “larica”, uma compulsão pela ingestão de leite condensado  em extravagantes combinações culinárias, tais como no vatapá, na feijoada e até mesmo no frango assado. Será que o nosso governo está infiltrado por comunistas chincheiros viciados em Leite Moça?

Mas nem tudo é sexo no Brasil. A vacina chegou, mas, por enquanto, não tem para todo mundo. Segundo cálculos dos cientistas da EnFioCruz, só vai ter vacina quando acabar a corrupção no país. No entanto, já começou o BBB-21, o Big Bolssonaro Brothers, que na verdade começou em 21, mas o objetivo é 22.

Milhões de brasileiros se candidataram a ficar trancados na casa da Globo. Quem que não quer hoje em dia ficar 6 meses com casa, comida e roupa lavada e ainda continuar desempregado? Sem falar na possibilidade de descolar algum qualquer no final reality show? Na verdade, todos nós estamos vivendo um grande BBB: trancados no país, sem poder sair para lugar nenhum e o que é pior: sem data para acabar.

Agamenon Mendes Pedreira era conhecido da sua juventude por fabricar Leite Moço.

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