Agamenon: Tá Ruim Pra Todo Mundo!

Mas pra mim tá pior. Demitido por tudo e por todos, é cada vez mais negra, quer dizer, cada vez mais afrodescendente a minha situação financeira. Para meu consolo (na verdade, o consolo é da Isaura, a minha patroa), estou no mesmo barco que os 8,3 % dos brasileiros desempregados que foram pra rua. Uma das poucas leis que pegaram no Brasil, a Lei de Murphy, diz o seguinte: nada está tão mal que não possa piorar. O país está na m*#!!*erda e, o que é pior: a merda não vai dar pra todo mundo. Quem me afirmou isso foi a afro-meteorologista Maju do Jornal Nacional, para quem nossos reservatórios de bosta estão no volume morto, apesar de todas as cagadas do governo Dilma… Nem o PAC, Programa de Aceleração de Cocôs, está dando certo.

O problema é que agora se aproxima velozmente uma nova crise do capitalismo neoliberal na China comunista. Eu torço para que o autoritário regime sino-ditatorial de esquerda tome as medidas necessárias para evitar esse desastre, entre elas a flexibilização da mão de obra escrava e a terceirização na produção de brinquedos vagabundos de camelô. Só assim o mundo não vai mergulhar numa crise pior que a da novela Babilônia, que está chegando aos seus capítulos finais sem ninguém ter visto nem os primeiros.

Para esquecer um pouco a crise brasileira, a presidenta Dilma Youssef resolveu dar uma força para as autoridades chinesas e está aprendendo mandarim. Mas nem precisava: a Dilma pode falar em qualquer língua porque ninguém entende o que ela está dizendo mesmo.

E pensar que eu, o grande Agamenon Mendes Pedreira, já tive os meus dias de glória… Glória Maria, é claro. Quando exercia o jornalismo marrom de imprensa, eu era cortejado pelos poderosos. Durante um século, convivi com reis (do Bacalhau), príncipes (das Peixadas), mulheres de vida fácil e políticos idem. Provei as mais finas iguarias, os vinhos mais caros, vivi uma vida nababesca de luxos supérfluos e hoje estou aqui no maior miserê, achando o Restaurante a 1 real do Garotinho muito caro pro meu bolso. Se não fosse o auxílio dos meus 17 seguidores e meio (não esqueçam do anão), já teria passado desta para pior. Também não posso negar o esforço abnegado da Isaura, a minha patroa, que virou modelo book rosa para ajudar nas despesas. Em nossa combalida economia doméstica, Isaura, a minha patroa, é a única pessoa aqui em casa que ainda consegue levar algum por fora. E por dentro também.

Os sanguinários terroristas do ISIS planejam fazer seu próximo ataque no Brasil para dinamitar as ruínas da economia brasileira, tombadas pela UNESCO e pela Dilma

Agamenon Mendes Pedreira é catastrofista de fim de semana.