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Agamenon: Tudo pela audiência

O presidente se recusou a falar das “rachadinhas"; injuriado e furibundo, Bolsoasno vestiu a carapuça até o calcanhar e subiu nas tamancas
Agamenon: Tudo pela audiência
Agamenon/O Antagonista

Sem ter muito o que fazer além de chorar escondido no banheiro, o presidente Jair Bolsorádio resolveu participar de mais um programa de inclusão social, o Meu Barraco Minha Vida, na Rádio Jovem Klan. A tradicional rádio paulista é a única que faz questão de apoiar o governo de forma imparcial e desinteressada. Por conta desta isenção, acabou de receber “de grátis” um canal de TV para fazer concorrência a CNN, GloboNews, BandNews, Cartoon Network, Nickelodeon e outras emissoras dedicadas à informação. Quem quiser assistir, é só ligar no canal 171, a TV KuKluxPan.

A programação não vai ser muito diferente do que exibem na rádio e na internet. A diferença é que o humorístico Pânico! agora só vai tratar de economia, já que o nome do programa é mais adequado à situação atual das contas públicas, do preço da gasolina, da cotação do dólar e da moral do Paulo Guedes, a única que não sobe.

Mas o que bombou mesmo foi a entrevista exclusiva do presidente Jair Bolsonazo na Jovem Pânico. Apesar de se considerar um machão imbrochável, incomível e intragável, o presidente se recusou a falar das “rachadinhas”. Com certeza, Bozonazi confunde o apelido popular de uma região remota da anatomia feminina com o arrego pecuniário de fundo parlamentar-miliciano que lhe é tão familiar. Injuriado e furibundo, Bolsoasno vestiu a carapuça até o calcanhar e subiu nas tamancas, abandonando o programa para chorar no banheiro mais próximo.

Sinceramente, não entendo esse hábito presidencial de chorar no toalete. Existem várias funções para as instalações sanitárias. Da pia ao chuveiro, passando pelo bidê, pelo vaso sanitário e mesmo pela banheira, nenhum desses aparatos se destina ao pranto convulsivo e desconsolado. Na verdade, quando estou sofrendo de prisão de ventre, me sento no “trono” e , para incentivar o trânsito intestinal, acabo fazendo um enorme esforço estômaco-ventral. Por conta disso, uma lágrima furtiva escapa do canto dos meus olhos. Mas isso não é choro, é excesso de força. E tem mais: constipação não é o caso do nosso presidente, que faz merda todo dia.

Agamenon Mendes Pedreira é burro, mas nem por isso é ministro da Ciência e da Tecnologia.

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