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Alexandre Soares Silva: Pare de rir, Anne Frank

Em coluna para a Crusoé, escritor comenta a atitude da Companhia das Letras de tirar de circulação livro infantil com cenas de crianças escravas brincando
Alexandre Soares Silva: Pare de rir, Anne Frank
Foto: Divulgação

Em sua coluna para a Crusoé, Alexandre Soares Silva comenta a atitude da Companhia das Letras de tirar de circulação o livro infantil Abecê da Liberdade, de José Roberto Torero, que inclui cenas de crianças escravas brincando.

“Uma reportagem do UOL sobre o caso dá voz a três pessoas indignadas com o livro, e elas são exatamente ‘J.S., cientista social’, descrita o tempo todo como ‘(branca)’, mais um mestrando em antropologia pela USP e uma professora de história com ‘ênfase em História do Brasil, História Cultural, Estudos afro-brasileiros, História da moda, História de gênero e Ensino de História’. E eles falam exatamente essas coisas que os mostrei falando: ‘violência simbólica’, ‘não havia espaço ali para brincadeiras lúdicas’, ‘romantização desse período de terror’ etc etc.

A cientista social J.S. (branca) também diz na reportagem: ‘Eu fiquei me perguntando se passaria pela cabeça de alguém fazer a mesma cena com crianças em Auschwitz, sabe?’. Bom, me perguntei isso também, durante um segundo, e logo pensei no filme A Vida é Bela, como você também deve ter pensado.

Mas também pensei em Anne Frank, autora do famoso diário — a menina judia que riu e brincou enquanto estava escondida dos nazistas, sem ter a polidez de consultar antes mestrandos e cientistas sociais.”

LEIA AQUI a íntegra da coluna; assine a Crusoé e apoie o jornalismo independente.

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