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Ancine descobre rombo de R$ 650 mi no Fundo Setorial do Audiovisual

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A Ancine descobriu ter um déficit de R$ 650 milhões em investimentos assumidos pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) até o fim de 2018.

Um levantamento feito pela agência revelou que o desequilíbrio fiscal se intensificou entre 2011 e 2015. Segundo fontes ligadas ao órgão, o rombo foi criado pela má gestão da Ancine, que teria cometido pedaladas ao usar saldos remanescentes para lançar novas ações ao invés de cobrir o déficit.

O diagnóstico foi feito após a diretoria colegiada da Ancine aprovar uma nova metodologia de prestação de contas, em abril, para solucionar o passivo de projetos pendentes de análise. O modelo anterior foi criticado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2018.

Outro problema identificado foi uma dívida de R$ 30 milhões com agentes financeiros do FSA, como o BNDES –fato que, na prática, limita a publicação de novos contratos e editais.

Há duas semanas, o TCU enviou um ofício a Regina Duarte, questionando as razões pelas quais a Secretaria Especial de Cultura e a Ancine paralisaram a política de fomento ao setor cultural, feita pelo Fundo Nacional de Cultura (FNC) e o Fundo Setorial de Audiovisual.

A diretoria da Ancine soube, pela Cultura, que o tribunal solicitaria um levantamento sobre o FSA. A agência, então, se antecipou à intimação e deve entregar o relatório à corte na próxima semana.

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