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Como Beyoncé dividiu o mundo do politicamente correto

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A cantora americana Beyoncé lançou um filme/álbum intitulado Black is King, uma versão do Rei Leão (que, por sua vez, é uma versão de Hamlet) engajada na luta contra o racismo.

A professora de História Lilia Schwarcz, sempre politicamente correta, fez uma crítica na Folha de S. Paulo cuja título é “Filme de Beyoncé erra ao glamourizar negritude com estampa de oncinha”. Subtítulo: “Diva pop precisa entender que luta antirracista não se faz só com pompa, artifício hollywoodiano, brilho e cristal.”

Pois bem, acusam a professora de lembrar o tempo todo no seu texto que Beyoncé é negra e que a cobrança por uma representação da África mais próxima da realidade é um tipo de patrulha que só poderia ser feita por um branco. Não gostaram especialmente da frase final de Lilia Schwarcz: “Quem sabe seja hora de Beyoncé sair um pouco da sua sala de jantar e deixar a história começar outra vez, e em outro sentido”. Aline Ramos, no UOL, mostra o seu desapontamento: “Justo você, Lilia, que sempre esteve sentada numa.”

A professora foi pedir desculpas no Twitter, como é de praxe. “Respeito muito o trabalho de Beyoncé. Peço que leiam o texto todo que é muito mais elogioso que crítico. Todo texto pode ter muitas leituras. Me desculpo, porém, diante daqueles que ofendi. Não foi minha intenção. Respeito muito o diálogo e aprendo com ele. Grata”, escreveu Lilia Schwarcz.

No mundo (ou na savana) do politicamente correto, é assim: um dia você é caçador, no outro dia você pode ser caça, mesmo que todos estejam do mesmo lado.

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