Danilo Gentili e seus 19.211.658 leitores

Este texto terá 8.356.740 leitores. Talvez mais: 10.854.918 leitores. Talvez mais: 19.211.658 leitores. O mérito é de Danilo Gentili. Quando ele reproduz algo nas redes sociais, o resultado é espantoso: espalha-se mais rapidamente do que estreptococo ou do que o aparelhamento petista na Caixa. O Antagonista é a maior prova disso. Em menos de uma semana, o jornal triplicou de tamanho apenas porque Danilo Gentili, como um imperador romano, resolveu salvar os desafortunados gladiadores com seu polegar erguido no Facebook.

Ontem ele foi entrevistado pelo Estadão, na coluna de Sonia Racy. Contou que, em 2015, vai lançar um livro (“Guia politicamente incorreto do humor brasileiro”), um filme (baseado em “Como se tornar o pior aluno da escola”) e um jogo de tabuleiro (sugerimos uma versão de Monopoly sobre o aparelhamento petista na Caixa). Mas o que realmente importa na entrevista é o que ele tem a dizer sobre os métodos de censura e de intimidação na internet:

“A primeira coisa que a patrulha do politicamente correto faz é se travestir de opinião pública… Só que esses patrulheiros não representam, de maneira nenhuma, a opinião das pessoas”.

Importa também o que ele tem a dizer sobre seu espírito antagonista:

“O que me deixa agoniado não é governo corrupto. Estou no Brasil, me espantaria se não acontecesse. O que me agonia é perceber a simpatia do mainstream em relação ao que está acontecendo. O espaço na grande mídia anda muito ocupado por simpatizantes da situação. Em qualquer lugar normal, se um governo é corrupto, está todo mundo batendo nele. Mas aqui tem muita gente aliviando”. Danilo Gentili repete o stand up romano Juvenal: Quis custodiet ipsos custodes? Ou: Quem vigia os vigilantes?

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