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Desde a transição, Regina Duarte demitiu 12 pessoas

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Regina Duarte tem promovido uma mudança geral na Secretaria Especial de Cultura. Desde que foi convidada por Jair Bolsonaro para assumir a pasta, a atriz conseguiu demitir 12 comissionados.

Todos os exonerados assumiram os cargos durante a gestão de Roberto Alvim, aquele que emulou Joseph Goebbels em vídeo para anunciar o Prêmio Nacional das Artes. A maioria, em novembro, é bolsonarista e olavista.

O caso de maior destaque foi o de Dante Mantovani, presidente da Funarte que acredita que o “rock ativa as drogas, que ativam o sexo livre, que ativa a indústria do aborto, que ativa o satanismo”.

Os secretários Camilo Calandreli (Fomento e Incentivo à Cultura), Marcos Azevedo (Direitos Autorais e Propriedade Intelectual), Reynaldo Campanatti (Economia Criativa) e Rodrigo Maximiano Junqueira (Difusão e Infraestrutura Cultural) foram demitidos da Cultura.

Maximiano escreveu nas redes sociais que as exonerações ocorreram de forma “deselegante e contraproducente”. “Há quem diga que a equipe que vem lá repete o tempero de outrora… dos tempos que o senhor [Jair Bolsonaro] menos gosta de se lembrar”, disse.

Calandreli é solista de ópera e professor. Fundou o Simpósio Nacional Conservador de Ribeirão Preto (SP) e, olavista, veste a camisa do guru.

Foi demitida também Raquel Brugnera, chefe de gabinete da Secretaria de Economia Criativa. Jornalista, é colunista de um site bolsonarista e escreveu uma reportagem sobre o caso Marielle Franco, dizendo equivocadamente que o PSol não queria mais saber quem matou a vereadora porque teria descoberto que o mandante era alguém ligado ao tráfico de drogas e armas, e não à milícia.

Completam a lista dos demitidos Maurício Waissman, Gislaine Simoncelli, Ednagela Barroso, Ricardo Vasconcellos, Paulo Cesar Amaral e a pastora Jane, ex-número 2 da pasta.

Como mostramos, Regina Duarte planeja entrar no prédio em que a Secretaria de Cultura fica na próxima semana, após a saída de todos os demitidos. A equipe, ainda em formação, contará com Humberto Braga e, possivelmente, com o ator Carlos Vereza.

Atualização: A informação sobre a reportagem de Raquel Brugnera foi posteriormente reclassificada pelo site E-farsas, de ‘fake news’ para ‘equivocada’.

***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL 14.01.2020 - Regina Duarte (atriz). Pré-estreia do filme "A Divisão", no Cinemark Cidade São Paulo. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

Leia também: Bom jornalismo: a sua proteção contra as fake news. Entenda

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