Dilma é péssima, o pato é ótimo

Rogerio Fasano, dono dos melhores restaurantes do Brasil, preparou para O Antagonista uma lista de seus pratos preferidos. No último domingo, ele falou sobre o siri-mole de Veneza. Hoje ele fala sobre o pato de Paris. Ou melhor: o Canard à la Presse, do Tour D’Argent.

“Quem me conhece sabe que um de meus ídolos na gastronomia era Claude Terrail, falecido há alguns anos. Este prato, que virou símbolo de seu restaurante, é preparado da seguinte maneira: o pato é assado inteiro, depois a coxa e o peito são separados e recebem um cozimento final. O que sobra de sua carcaça é colocada numa prensa – os ossos, o rim, o fígado, o coração; enfim, tudo. O resultado do esmagamento é um molho escuro, terroso, que depois é misturado a cognac e a uma boa dose de pimenta. Nós servimos o prato no Parigi, com o nome de Canard à la Tour D’Argent, porque aprendemos a receita in loco. Há de se dizer, porém, que o pato que se encontra na França é diferente. Rien à faire…”.

A impopularidade do pato é igual a zero