Governantes e líderes

Conservadores procuram governantes – e não líderes.

É o que diz Michael Oakeshott em seu ensaio Conservadorismo, que pode ser comprado aqui:

“O ‘anti-indivíduo’ possuía sentimentos ao invés de pensamentos, impulsos no lugar de opiniões, incapacidades no lugar de paixões; estando levemente ciente de seu poder. Sendo assim, ele necessitava de líderes; a bem da verdade, o conceito moderno de líder está intimamente ligado ao ‘anti-indivíduo’, e sem ele nem caberia o uso do termo. Uma associação de indivíduos exige um governante, não havendo lugar para um líder. O ‘anti-indivíduo’ precisava de alguém para lhe dizer o que pensar; seus impulsos tinham que ser transformados em desejos, e estes em projetos; ele tinha que se fazer convencido de seu poder; tais eram as tarefas do líder. Realmente, se analisarmos sobre certa ótica, as ‘massas’ podem ser vistas como a invenção de seus líderes”.