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Mario Sabino, na Crusoé: o amigo Jean

"O meu amigo Jean é um bom amigo do Brasil. Felizmente, para ele, existem outras janelas na sua torre de Montaigne"
Mario Sabino, na Crusoé: o amigo Jean
Foto: Renzo Fedri/O Antagonista

“Há muitos anos, tenho um amigo. O amigo Jean, ou L’ami Jean, como gosto de dizer, numa brincadeira com o nome de um restaurante de Paris”, diz Mario Sabino, em sua coluna na Crusoé.

“Ele é escritor e publica seus livros pela editora Gallimard (o que é fonte de uma boa inveja da minha parte), sob o pseudônimo de Antoine Arsan. O seu último livro chama-se La Porte sans Entrée (A Porta sem Entrada), sobre o zen budismo. Os temas de Jean — ou de Antoine — não poderiam ser mais diferentes do que os meus: incluem também haicais e civilização japonesa. Jean já esteve próximo da política francesa, sempre do lado certo, mas tomou o caminho da contemplação intelectual. Ele não é monge, mas um observador tranquilo, instalado na sua própria torre de Montaigne.”

“Do alto da sua torre de Montaigne, ele de vez em quando olha pela janela com vista para o Brasil. O Brasil faz parte da vida de Jean porque ele é casado com uma brasileira, Betty Milan, igualmente minha amiga e que já foi tema de um artigo meu. Jean entende português o suficiente para espantar-se com o que ocorre por aqui. Mas, como bom intelectual francês, o espanto sempre cede lugar ao pensamento desapaixonado. De vez em quando, ele me manda um email com reflexões sobre o Brasil, num francês tão invejável quanto o fato de ele ser publicado pela Gallimard. Quisera eu ter a mesma elegância no meu idioma quanto a que Jean tem no dele. Nesta semana, ele me enviou uma mensagem sobre a entrevista que O Antagonista fez com Sergio Moro.”

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