“Nossa sociedade é o que fazemos dela”

O americano Milton Friedman foi o mais genial economista do século XX. Não só por ser defensor ardoroso do liberalismo, como por sua capacidade de mastigar conceitos para o grande público.

O Antagonista recomenda a leitura de “Livre para Escolher”, recém-lançado pela editora Record, de Milton e Rose Friedman, também ela economista da Universidade de Chicago. Publicado originalmente em 1980, o livro originou-se de uma série televisiva de dez episódios, produzida pela TV pública americana.

Eis dois parágrafos que deveriam servir de isca para você exercer a sua liberdade de escolha e ler “Livre para Escolher”:

“Nossa sociedade é o que fazemos dela. Podemos moldar nossas instituições. As características físicas e humanas limitam as alternativas disponíveis a nós. Mas nenhuma nos impede, se quisermos, de construir uma sociedade que se fundamenta essencialmente na cooperação voluntária para organizar tanto a atividade econômica quanto as outras atividades, uma sociedade que preserva e amplia a liberdade humana, que mantém o governo em seu lugar, tornando-o nosso servo e não deixando que se torne nosso senhor.”

E ainda:

“Onde quer que encontremos uma grande parcela de liberdade individual, alguma dose de progresso no conforto material à disposição dos cidadãos comuns e uma esperança generalizada de mais progresso no futuro, lá veremos também que a atividade econômica está organizada principalmente com base na economia de mercado. Onde quer que o Estado assuma o controle detalhado das atividades econômicas de seus cidadãos, ou seja, onde quer que reine o planejamento econômico central detalhado, lá os cidadãos comuns estão com algemas políticas, têm um baixo padrão de vida e pouco poder para controlar o seu próprio destino. O Estado pode prosperar e produzir monumentos impressionantes. Classes privilegiadas podem usufruir plenamente do conforto material. Mas os cidadãos comuns são instrumentos a serem usados para os propósitos do Estado, recebendo nada além do necessário para serem mantidos dóceis e razoavelmente produtivos.”

Há 35 anos, Milton Friedman pintou um retrato do Brasil e forneceu a saída para o labirinto em que nos encontramos.

Rose e Milton Friedman: “Onde quer que o Estado assuma o

controle detalhado das atividades econômicas de seus cidadãos,

ou seja, onde quer que reine o planejamento econômico central

detalhado, lá os cidadãos comuns estão com algemas políticas,

têm um baixo padrão de vida e pouco poder para controlar

o seu próprio destino.”