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Ruy Goiaba: Que saudade daquele bar horrível

Na Crusoé, colunista comenta o curioso hábito dos cariocas, reproduzido às vezes em SP, de lamentar como 'fim de uma era' o fechamento de bares medianos
Ruy Goiaba: Que saudade daquele bar horrível
Foto: josepaulomv/Pixabay

Em sua coluna para a Crusoé que foi ao ar nesta sexta (20), Ruy Goiaba comenta o curioso hábito dos cariocas de lamentar como “fim de uma era” o fechamento de bares ruins ou medianos —reproduzido nesta semana por paulistanos que frequentam a Mercearia São Pedro.

“A história não confirmada é que o bar e outros cinco sobrados vizinhos seriam demolidos para a construção de um prédio de luxo no bairro, o que me parece bastante lamentável: mas juro a vocês que, de tanto ler comentários na linha ‘é a força da grana que ergue e destrói coisas belas’, fiquei com ganas de pegar eu mesmo uma picareta, derrubar tudo — com os clientes dentro — e jogar sal nas ruínas, torcendo para que construam no lugar o arranha-céu de estilo dubaiano mais cafona e ostentatório possível. Felizmente, passa rápido. (…)

Sou obrigado a reconhecer, contudo, que nossa relação afetiva com os bares ruins é mais ou menos igual à relação afetiva com o país: é uma porcaria, mas é a NOSSA porcaria — o cenário de muitos acontecimentos importantes nas nossas vidas lamentáveis.”

LEIA AQUI a íntegra da coluna; assine a Crusoé e apoie o jornalismo e o humorismo independentes.

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