Só falta Maomé

Charlie Hebdo voltou às bancas e esgotou-se imediatamente. A tiragem prevista é de 5 milhões de cópias. George Clooney assinou-a. Arnold Schwarzenegger assinou-a. É um sucesso extraordinário. O Antagonista reproduz, em primeira mão, algumas das vinhetas do jornal. Na edição especial, há uma grande quantidade de charges e de tiras sobre os terroristas, sobre o fanatismo islâmico, sobre os campos de adestramento no exterior, sobre a rede de cumplicidade dos extremistas. Há charges sobre o presidente Hollande e há charges até sobre o papa. Só se nota uma ausência: não há charges sobre Maomé, exceto aquela lacrimejante da capa, que todos os jornais estamparam ontem. Os terroristas não escolheram suas vítimas por acaso. Pelo contrário: eles executaram os chargistas mais irreverentes do jornal, um a um. Devemos comemorar porque o Charlie Hedbo conseguiu sobreviver, mas é necessário reconhecer que um certo espírito talvez tenha desaparecido para sempre.



Cartunista do Charlie Hebdo: 25 anos de trabalho

Terrorista: 25 segundos de trabalho
Uma profissão de preguiçoso e desocupado


Qual é o futuro dos jihadistas?
Agência de emprego
“Seguranças no Carrefour?”


Programa de intercâmbio Erasmus
“Não tem vaga na Síria? Não faz mal,
vou sequestrar um avião”

Mãe de terrorista
“Não leve isso. Você vai pagar excesso
de bagagem!”

“Vocês estavam no último ano do
colegial na periferia 93?
Bom, lavagem de latrinas”