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A farsa golpista

A farsa golpista
Foto: Marcos Corrêa/PR

Os jornais comentaram que os maiores derrotados com a micareta golpista de Jair Bolsonaro foram os militares bolsonaristas.

Folha de S. Paulo:

“Naturalmente, é preocupante ver o comandante naval se unir ao ministro da Defesa e ao chefe da Aeronáutica como animadores dos delírios do bolsonarismo.

Mas a vacuidade da parada, que desviou blindados e um punhado dos tais tanques fumacentos de seu treinamento em Formosa (GO), acentuou o ar farsesco. Concorre para isso o silêncio do comandante do Exército, Força mais importante, Paulo Sérgio Oliveira.”

O Globo:

“O fumacê dos canos de escapamento dos blindados em plena Esplanada dos Ministérios serviu para alimentar especulações sobre a adesão dos militares aos delírios golpistas de Bolsonaro. Não há motivo para isso. A fancaria de ontem só serve para envergonhar aqueles que dela participaram, em particular quando comparados a outros que, quando ocuparam cargos de comando, tiveram a altivez de resistir às ordens amalucadas do presidente.”

Estadão:

“Bolsonaro desmoralizou (ainda mais) as Forças Armadas, que imprudentemente se deixaram enredar pelo governo daquele que, como todos sabem, saiu do Exército como mau militar (…).

O desfile militar realizado em meio a ameaças de golpe não dará um único voto a mais para o presidente no Congresso nem muito menos reverterá julgamentos contra ele nas Cortes superiores, mas, a esta altura, o mais provável é que Bolsonaro tenha outro objetivo em mente: manter seus camisas pardas em estado de mobilização permanente e estimular a confusão nas Forças Armadas para tumultuar as eleições do ano que vem.”

Os jornais estão certos, mas quando os militares se dividem e se desmoralizam, quem paga são os brasileiros, e não os próprios militares.

Por mais farsescos e fumacentos que sejam os golpes bananeiros, eles sempre conseguem matar a liberdade e os opositores.

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