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A taxa de covardia de Guedes

A taxa de covardia de Guedes
Reprodução: Tv Brasil

O melhor indicador para prever o que vai acontecer na economia é a taxa de covardia de Paulo Guedes. Ontem à tarde, em sua entrevista coletiva ao lado de Jair Bolsonaro, essa taxa disparou mais do que o dólar.

Em primeiro lugar, ele humilhou seu ex-número dois, Bruno Funchal, que tentou resistir à pilhagem do bando bolsonarista. Paulo Guedes referiu-se a ele apenas como “jovem”.

Em segundo lugar, ele acusou o presidente do BC, Roberto Campos Neto, de ter sido incapaz de segurar o custo de vida, retardando o aumento dos juros:

“Toda vez que tiver aumento localizado, comida, material de construção, é temporário. Agora, se está virando generalizado, se está subindo tudo, todo mundo tem que olhar para o Banco Central (…). Quando saí para ir aos Estados Unidos, o fiscal estava super arrumado. Então, se a inflação está subindo, vamos correr atrás (…). Se o fiscal piorou um pouco, eu voltei de viagem e o fiscal piorou um pouco, então tem que correr um pouquinho mais com o juro também”.

Detalhe cômico: ele passou apenas seis dias nos Estados Unidos.

Em terceiro lugar, ele acusou a “ala política” de ter feito uma “pescaria” no BTG, a fim de fisgar Mansueto Almeida para o seu lugar, mas isentou Jair Bolsonaro, como se o sociopata não mandasse em seu próprio governo – o que é parcialmente verdadeiro, mas é uma covardia mesmo assim.

O resumo é que o velho Centrão pode jogar seu anzol no oceano do gasto público e pescar a queda do PIB, com o aumento acelerado dos juros.

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