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Bolsonaro já perdeu

Bolsonaro já perdeu
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O auge da popularidade de Jair Bolsonaro, segundo o Datafolha, foi em dezembro de 2020.

Quatro dias depois que aquela pesquisa foi publicada, contrariei seus números e escrevi na Crusoé:

“Jair Bolsonaro vai perder em 2022 (…).

Ainda estamos no meio da epidemia de Covid-19. Por isso é complicado avaliar seus efeitos sobre os eleitores. Daqui a um ano, quando a coisa estiver acabada, volto aqui para fazermos um apanhado juntos. O vírus terá sido praticamente erradicado; o bolsonarismo, idem. A vontade dos brasileiros será enterrar o passado e entregar-se a alguém capaz de prometer-lhes um futuro. É batata.”

Repeti o prognóstico algumas semanas mais tarde, em janeiro, quando Jair Bolsonaro elegeu Arthur Lira:

“Continuo apostando na derrota de Jair Bolsonaro em 2022 (…).

Depois que ele comprou o Congresso Nacional, a chance de impeachment zerou. A chance de condená-lo e mandá-lo para a cadeia por crimes cometidos durante a epidemia de Covid-19, como ocorreria em qualquer lugar menos selvagem do que o Bananão, também zerou. Por outro lado, ele vai disputar a campanha presidencial com o quadrilhão do PP tatuado na testa. Em qualquer outro momento, a maioria do eleitorado poderia até a ignorar a tatuagem, considerando que ela é igual à de outros candidatos. O que complica no caso de Jair Bolsonaro é que, além de ter o quadrilhão do PP tatuado na testa, ele está montado numa pilha de 230 mil cadáveres”.

Voltei ao assunto em fevereiro:

“Se conseguir sobreviver ao impeachment e evitar a cadeia, Jair Bolsonaro vai repetir Marcelo Crivella no Rio de Janeiro. Com sorte, ele supera o primeiro turno, e depois vai tomar uma surra no segundo. Contra qualquer um. Quando a epidemia acabar, o eleitorado vai querer apagar este período tenebroso. Ele vai ser soterrado pelos cadáveres que se empenhou em acumular.”

Não estou dizendo essas coisas para me gabar, e sim para dar meu palpite sobre o derretimento da popularidade do sociopata.

A economia conta, claro, e conta muito. Mas os crimes que ele cometeu durante a epidemia, e que continua a cometer diariamente, como no caso da vacina para os adolescentes, contam muito mais.

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