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Bolsonaro nadando em dinheiro em 2022

Bolsonaro nadando em dinheiro em 2022
Foto: Adriano Machado/Crusoé

“O governo vai nadar em dinheiro”, disse William Waack.

“Com a inflação aumentando a arrecadação, vai sobrar dinheiro a curto prazo para auxílio emergencial e até mesmo para um novo programa social”.

De acordo com ele, a economia deve impulsionar Jair Bolsonaro na campanha presidencial, compensando seu indiciamento na CPI da Covid.

É a mesma opinião de Adriana Fernandes:

“A prorrogação do auxílio emergencial combinada com o reforço do programa Bolsa Família, o Refis para as empresas e o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda das pessoas físicas formam uma tríade de peso que o governo Jair Bolsonaro está pavimentando para aumentar o apoio político nas eleições presidenciais do ano que vem. É na economia que o governo conta para fazer frente à crise na saúde”.

Eu entendo o que eles dizem. Paulo Guedes já demonstrou que, assim como seus antecessores Antonio Palocci e Guido Mantega, topa qualquer parada para reeleger o chefe.

Meu palpite sobre 2022, porém, é outro: depois de uma tragédia tão gigantesca quanto a da epidemia, a compra de votos não deve ser o único fator capaz de determinar o resultado eleitoral. Os brasileiros vão acabar votando em alguém que lhes prometa um futuro, e não um fantasma apodrecido do passado, como o sociopata ou o ex-presidiário.

Jair Bolsonaro vai nadar em dinheiro – mas é um dinheiro sujo de sangue.

Leia mais: Guedes e seu ideário foram inteiramente soterrados pelos planos de sobrevivência política do presidente da República e da sua própria reeleição
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