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Bolsonaro quer baderna

Jair Bolsonaro desistiu de dar um golpe em 2022. A patacoada da fraude eleitoral só teria alguma chance de funcionar se ele fosse derrotado por um punhado de votos, e não por 20 pontos percentuais.

Por isso, resta-lhe apenas tentar dar um golpe em 2021.

Diz o Estadão, em editorial:

“No mesmo pronunciamento em que pretendeu desmoralizar o sistema de votação, Bolsonaro convocou sua militância a ir às ruas protestar contra o atual sistema de votação. ‘Eu tenho certeza, se eu pedir ao povo no dia tal, comparecer na Paulista, em São Paulo (…), vai comparecer um milhão de pessoas lá’, jactou-se. E emendou: ‘Se a demonstração popular não sensibilizar as autoridades do Brasil, o que podemos esperar? Que o povo se revolte? Queremos isso?’.

Trata-se de ameaça explícita de insurreição. Ao agir dessa maneira, Bolsonaro torna-se tóxico para a democracia e, convém lembrar, para quem a ele se alia.”

Respondendo a pergunta de Bolsonaro: sim, o que ele quer é que o povo se revolte. Se seus aloprados lotarem a Paulista, neste domingo, com a promessa de incendiar as ruas, ele poderá usar o espectro da baderna para achacar a democracia.

Na verdade, ele nem precisa de um milhão de arruaceiros. Com meia dúzia, já dá para fazer um tremendo estrago.

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