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Bolsonaro traiu Moro

Moro, em seu livro, relata as ocasiões em que Bolsonaro o traiu: no pacote anticrime, no Coaf, na PF e na bildagem de seu filho
Bolsonaro traiu Moro
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Sergio Moro entendeu que estava sendo traído por Jair Bolsonaro no finzinho de 2019, quando o presidente se recusou a vetar as normas do pacote anticrime que favoreciam os criminosos.

Ele escreveu em seu livro:

“Com aquela recusa do presidente em realizar os vetos solicitados, minhas ilusões quanto ao real compromisso dele com o combate ao crime e à corrupção de desfizeram por completo”.

Algumas semanas depois, em 22 de janeiro de 2020, a noivinha do Valdemar declarou que pensava em desmembrar o ministério de Sergio Moro.

Ele comentou:

“Se a pasta fosse dividida, não continuaria no governo de jeito algum (…). Concluí que ele simplesmente não confiava em mim e não desejava a minha presença no governo”.

Quando Dias Toffoli blindou Flávio Bolsonaro, suspendendo todos os inquéritos derivados de relatórios do Coaf, o presidente proibiu Sergio Moro (foto) de se manifestar:

“Na conversa com Bolsonaro a respeito do tema, fui orientado a me manter distante da questão. ‘Se não vai ajudar, então não atrapalhe’, ele me disse. Por uma questão pessoal, o presidente pedia a mim que ignorasse aquela séria ameaça ao sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro”.

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