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Ou Lula ou Lula

Ou Lula ou Lula
Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas

Nunca houve um candidato presidencial tão rejeitado quanto Jair Bolsonaro que conseguisse se eleger. Desde a redemocratização, o presidente eleito teve sempre uma rejeição correspondente a menos de um terço da população.

Segundo o Datafolha, o total do eleitorado que declara hoje que não votaria de jeito nenhum a favor da sua reeleição é de 59%.

Em 2018, próprio Bolsonaro foi o presidente eleito com mais rejeição, com 44%. Dilma vem na sequência, com 33%, em 2014, seguida por Lula, com 30%, em 2002 e 2006.

O diretor do Datafolha, Mauro Paulino, disse para seu jornal:

“Bolsonaro tem um caminho difícil pela frente e conta apenas com o exército das fake news e com o poder do Estado. Terá que mudar muito o comportamento e adotar medidas econômicas populares para reverter o quadro negativo atual”.

Ele disse também que a Terceira Via não tem a menor chance em 2022:

“Para isso precisa de um líder que concorra com o poder de comunicação e carisma que Lula e Bolsonaro demonstram diante de seus seguidores. O brasileiro vota pela emoção, preponderantemente. É preciso aplicar a linguagem popular sem parecer falso. Não vejo ninguém com esse convencimento natural entre os nomes colocados”.

Segundo o diretor do Datafolha, portanto, ou vence Lula, ou vence Lula.

Eu sei que o Brasil é um pária e que nada do que se aplica ao resto do mundo pode ser aplicado entre nós. Apesar disso, insisto em dizer que, depois da epidemia de Covid, os líderes carismáticos, com seu apelo emocional, estão em baixa, e a demagogia palanqueira, em outros lugares, tem sido constantemente castigada pelo eleitorado.

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