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O pai é meu

O pai é meu
Crédito: O Antagonista

Meu pai nasceu em 24 de maio. Hoje seria seu aniversário. Escrevi sobre isso na Crusoé. Os bolsonaristas espernearam, porque meu pai, assim como outros 450 mil brasileiros, morreu de Covid, e os bolsonaristas jamais aceitaram esse fato. Eles preferem dizer que meu pai morreu com Covid. Eu sei do que ele morreu: falei com sua médica na véspera de sua morte.

Além de se recusarem a aceitar que meu pai tenha morrido de Covid, os bolsonaristas se recusam a aceitar também que eu associe sua morte aos crimes cometidos por Jair Bolsonaro durante a epidemia. Depois de usurparem o corpo do meu pai, para fazer uma espécie de autopsia clandestina, querem me privar igualmente do meu sentimento de repulsa pelo sociopata.

Um bolsonarista publicou no Twitter que conhecia meu pai e que, “com certeza, o Ênio NUNCA aprovaria” minha postura. Na verdade, meu pai NUNCA aprovaria o acento circunflexo em seu nome. Vá se catar, bolsonarista. O pai é meu.

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