Assine
Acesse
Acesse o Antagonista+ Acesse a Crusoé

O sonho da Terceira Via

O candidato da Terceira Via precisa oferecer ao eleitorado um plano concreto para o presente e um sonho verossímil para o futuro
O sonho da Terceira Via
Foto: Adriano Machado/Crusoé

A Terceira Via precisa de um “sonho”, e precisa de um “sonho já”, segundo William Waack.

“Bastante preocupante do ponto de vista de um país preso no momento à escolha entre Bolsonaro e Lula é o fato de as pesquisas qualitativas estarem detectando um inusitado grau de resignação, desinteresse e desilusão (reforçada pela atual polarização) em boa fatia de eleitores de ‘centro’. A mensagem ‘nem nem’ até aqui não está chegando, o que ajuda a entender o nível de conforto manifestado por articuladores das campanhas de Bolsonaro e de Lula.

A desilusão com os ‘rumos’ do país é marcante nesses levantamentos. Porém, até aqui os postulantes à candidatura de terceira via demonstram incapacidade de formular uma postura política mais próxima ao ‘sonho’ de futuro do que à negação dos pesadelos lulista e bolsonarista. Os especialistas já dizem aos marqueteiros que o ‘sonho’ será essencial para uma candidatura competitiva frente a Bolsonaro e a Lula que, goste-se ou não deles, sabem falar para os respectivos públicos (ou até mais)”.

Mario Sabino já havia escrito sobre o assunto aqui em O Antagonista, ao tratar dos desafios da candidatura de Sergio Moro:

“Não adianta vender só futuro a pessoas aprisionadas em eterno e dramático presente e, portanto, mais suscetíveis a subornos populistas e assistencialistas sem porta de saída. Sergio Moro precisa ter isso em mente, se quiser ser eleito presidente. O seu plano requer dois planos: o de fundo e o para já. Tal é o desafio de quem realmente quer o bem do país.”

É isso mesmo: o candidato da Terceira Via precisa oferecer ao eleitorado um plano concreto para o presente e um sonho verossímil para o futuro.

 

Mais notícias
TOPO