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O voo do BC

O voo do BC
Foto: Marcos Corrêa/PR

Em setembro, Roberto Campos Neto jurou que o Banco Central manteria o “plano de voo”, sem alterar o ritmo do aumento da Selic “ao sabor de cada novo indicador”.

Ele disse isso durante um evento do BTG, o banco de André Esteves, dono do Brasil e conselheiro particular do próprio Roberto Campos Neto.

Nesta quarta-feira, o plano de voo foi alterado bruscamente, e a Selic subiu 1,5%, ao sabor do BTG.

Um pulo desse tamanho revela que os juros estavam ridiculamente atrasados. Revela também uma vassalagem perigosa: a ordem para aumentar a Selic de maneira mais agressiva foi dada por Paulo Guedes, a fim de mitigar os danos causados pelo rombo fiscal de 2022, fruto da necessidade do sociopata de comprar o eleitorado indigente e o Congresso Nacional.

Em qualquer lugar normal, as conversas particulares sobre juros entre Roberto Campos Neto e um banqueiro como André Esteves já teriam rendido o afastamento cautelar do presidente do BC. O plano de voo brasileiro, porém, depende de seus sequestradores. Como dizia outro banqueiro, a gente embarca pensando que vai para a Bélgica e aterrissa na Índia.

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