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Uma mentira e uma verdade de Bolsonaro sobre a Coronavac

Uma mentira e uma verdade de Bolsonaro sobre a Coronavac
Foto: Reprodução/ TV Brasil

Jair Bolsonaro disse uma mentira e uma verdade sobre a Coronavac. Ele tem de ser enxotado do Palácio do Planalto (e preso) tanto por uma quanto pela outra.

A mentira:

“A Coronavac não tem uma comprovação científica ainda.”

A verdade:

“A vacina da Pfizer tem bem mais credibilidade que uma outra que foi distribuída há pouco tempo aqui, e continua sendo distribuída.”

Se não fosse a Coronavac, o Brasil estaria num estado de calamidade ainda maior. A vacina de João Doria, cuja eficácia foi comprovada cientificamente, salvou uma batelada de gente. 

Ao mesmo tempo, a vacina da Pfizer ganhou a disputa no mundo todo. Não só contra a Coronavac, mas também – e principalmente – contra a vacina da AstraZeneca, a única aposta do bolsonarismo. 

A Itália, por exemplo, aboliu a segunda dose da AstraZeneca para todas as pessoas com menos de 60 anos. Elas estão recebendo a segunda dose da Pfizer, que é considerada mais eficaz e segura. 

A Itália vacinou duas vezes mais do que o Brasil – ontem à noite, chegou a 50% de habitantes imunizados com ao menos uma dose (e 25% com as duas). A vacina da Pfizer representou 70% do total aplicado (e, a partir do ano que vem, vai representar 100%).

No Brasil, a cobertura da Pfizer é bisonha. E isso é fruto de um crime. Jair Bolsonaro, como foi amplamente demonstrado pela CPI da Covid, rejeitou todas as ofertas do laboratório, privilegiando a vacina da AstraZeneca e a fantasmagórica Covaxin, produzida por um laboratório indiano.

A vacina da Pfizer, que ele agora diz ter “mais credibilidade” do que as outras, ficou no limbo, sofrendo seus ataques difamatórios, enquanto americanos e europeus se transformavam em jacarés.

Jair Bolsonaro pode disparar as mentiras que quiser. Mas ele tem de ser responsabilizado pelas mortes – as mortes de verdade – que provocou.

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