O estrago foi maior

O PT arrebentou o Brasil. E consertar o estrago vai ser muito mais penoso do que se previa.

Maílson da Nóbrega disse ao InfoMoney:

“Acho que houve uma expectativa excessiva dos efeitos da saída de Dilma. Era um governo tão desastrado que, se livrar dele, parecia que seria o ponto de partida para uma recuperação muito rápida e forte da confiança e nos primeiros momentos parecia que era isso mesmo. As pesquisas mostravam a confiança voltando e ela é um dos elementos fundamentais para a decisão de investir e de consumir. No entanto, o que está se vendo agora é que esse otimismo foi excessivo, o nível de endividamento das famílias ainda é muito elevado. Acho que ainda vai levar um tempo para vermos uma recuperação mais forte do consumo, para que os empresários se animem a não apenas ocupar a capacidade ociosa, mas a investir”.

E também:

“O Brasil ainda está imerso em uma grande crise econômica, social e política. Uma herança terrível que veio dos erros cometidos na gestão do PT, especificamente no período de governo de Dilma Rousseff. A percepção recente é que a economia vai conseguir se recuperar, mas a um ritmo muito inferior ao que se imaginava. As projeções para 2017 estão sendo revisadas para baixo e corremos o risco de continuarmos em recessão pelo 3° ano consecutivo, mas acredito que o mais provável é fecharmos com um crescimento de 0,5% no ano que vem. É medíocre, mas é melhor que uma queda de 3% como o estimado para 2016”.

O InfoMoney perguntou se isso é resultado de um erro de Michel Temer.

Ele respondeu:

“Não, pelo contrário. O governo elegeu uma agenda correta, que é a fiscal, e tem feito um trabalho para evitar uma consequência desastrosa de todo os erros cometidos pelo PT, que é evitar a insolvência do governo. Nós estávamos caminhando para uma direção em que o governo poderia não ter condições de pagar sua dívida, o que seria uma catástrofe. Além disso, as expectativas de retomada econômica foram frustradas não por erro do governo, mas porque é muito difícil fazer estimativa depois de uma catástrofe dessas. Eu tinha uma expectativa de crescimento de 1,5% em 2017 e revi para 0,5%. A frustração pegou todo mundo: os melhores analistas, as melhores casas de investimentos, o governo, a imprensa. Todo mundo errou”.

Erraram todos aqueles que subestimaram o estrago causado pelo PT.