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A mágica de Mansueto é outra

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Mansueto Almeida, que será sócio do BTG, deu entrevista a André Spigariol, da Crusoé, no início de julho, pouco depois de anunciar a sua saída.

Spigariol perguntou e Mansueto respondeu:

Entra governo, sai governo e o noticiário econômico repete os mesmos problemas nas contas públicas. Por que é tão difícil manter as contas equilibradas?
O que o país gasta é escolha nossa. O Congresso representa a população e o Orçamento passa por ele. A questão é que desde a Constituição nós escolhemos gastar muito. A forma que o país encontrou para lidar com isso foi aumentar a carga tributária. Até 1992, a carga tributária era em torno de 25% do PIB. A partir de 1993, ela começa a crescer quase continuamente, chega a 34%, depois cai um pouquinho e hoje está em 33% do PIB. O que houve neste país foi que foram criados vários programas, e quando você cria uma despesa tem que pagar. Só que a partir de um certo momento a despesa continuou aumentando e a carga tributária deixou de aumentar. Foi isso que nos levou a um buraco fiscal. Desde 2016 estamos tentando resolver esse problema através do teto de gastos. Estamos falando de um país que tem 94% de sua despesa como gasto obrigatório. Temos 60% do orçamento ainda indexado, um montante que cresce todo ano automaticamente. É um orçamento muito engessado. Um ajuste fiscal num país como esse é necessariamente gradual. Toda vez que o Brasil fez ajuste fiscal rápido nos últimos anos, foi aumentando carga tributária. Só que a sociedade estava cansada de aumentar imposto e o governo passou a trabalhar pelo lado da despesa.

Pois é, só que o governo agora passou a trabalhar pelo lado do imposto, como sempre ocorreu.

Mansueto faz bem mesmo em deixar a Secretaria do Tesouro Nacional. A mágica dele é outra.

Assine a Crusoé e leia a íntegra da entrevista aqui (aberta para não assinantes).

 

Leia mais: Exclusivo: O 'blog' do Aras

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