Abaixo a aritmética!

O rombo em 2016 pode chegar a 70 bilhões de reais, segundo O Globo.

Pode, sim. E pode ser maior.

Os jornais e os economistas continuam a somar receitas e a subtrair despesas, como se a questão fosse apenas aritmética. Mas não é.

O ajuste fiscal depende, antes de tudo, da credibilidade do governante, e isso Dilma Rousseff não tem. Como é que ela pode aumentar impostos depois de fraudar as contas públicas para se reeleger? Como é que ela pode cortar despesas se 83,5% dos eleitores acham que ela foi cúmplice do roubo na Petrobras? Não dá.

Em 2011, em plena emergência financeira, Silvio Berlusconi tentou fazer um ajuste fiscal na Itália. Não deu certo. Embora ele houvesse sido eleito, exatamente como Dilma Rousseff, não tinha credibilidade para aumentar impostos e cortar despesas. O mercado e a União Européia tiveram de afastá-lo do poder.

O Brasil vai ter de passar por algo assim. Chega de aritmética – a conta é outra.

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