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Analista diz que auxílio fura-teto pode obrigar BC a elevar ritmo de alta de juros

Segundo Pietra Guerra, programa social fora das regras fiscais sinaliza para o mercado que o governo não está preocupado com a alta dívida pública
Analista diz que auxílio fura-teto pode obrigar BC a elevar ritmo de alta de juros
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora, afirmou que o gasto de R$ 30 bilhões fora do teto de gastos para bancar o Auxílio Brasil “deteriora a credibilidade e eleva a aversão ao risco”. Segundo ela, a piora das expectativas pode obrigar o Banco Central a aumentar o ritmo de alta de juros para na reunião do Comitê de Política Monetária marcada para 26 e 27 de outubro.

“Essa sinalização do programa social acima do teto deteriora a credibilidade e eleva a aversão ao risco. Pois nada mais é que uma postura do governo que não está preocupado com a dívida pública. O Brasil já é um país bem endividado. De qualquer forma, se a medida for confirmada pode ser que o BC brasileiro revise o cenário básico da economia para 2022. Isso seria uma sinalização, talvez, de aumento de juros maior que seria praticado na próxima reunião do Copom que acontece ainda esse mês”, disse.

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