Arthur Maia, sobre retomada da PEC da Previdência: ‘Algo ainda muito incipiente’

Arthur Maia, relator da reforma da Previdência, avalia que, por enquanto, já fez sua parte: participou de inúmeras reuniões com representantes de diversos setores, bateu e apanhou de todos os lados e, após muita negociação, conseguiu a aprovação do texto-base de seu relatório na comissão especial da Câmara, no início de maio.

Agora, com a segunda denúncia contra Michel Temer enterrada, Rodrigo Maia e ministros mais próximos do presidente da República voltam a dizer que a reforma é prioridade.

O Antagonista perguntou se o parlamentar acredita que a proposta será aprovada ainda neste ano, como quer o Planalto:

“Por enquanto, é algo ainda muito incipiente e não tem nada de concreto.”

Maia acrescentou:

“O Rodrigo (Maia) está certo quando diz que a primeira coisa a ser feita neste momento é reorganizar a base (do governo), para ver o que sobrou dela.”

Só depois dessa reorganização, afirma o relator da Previdência, será possível retomar as discussões sobre os pontos da PEC que mais provocam divergências.

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Ler 7 comentários
  1. Arthur, a reforma da Previdência é o Plano Real de hoje.
    A situação é análoga: pós-impeachment, governo de transição.
    Leia como foi um parto naquela época também.
    E muita coisa parecida com os dias de hoje. Além de atores conhecidos.
    .
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/06/1473092-do-pt-ao-proprio-governo-plano-real-enfrentou-resistencia-para-aprovacao.shtml

  2. “Reorganizar a base para ver o que sobrou sela”, Antagonistas? A maracutaia de vocês foi rechaçada em Julho e enterrada ontem por goleada em ambos os casos, certo? Onde se encaixa o “que sobrou” aqui? É só uma pergunta…

  3. “O relatório da CPI da Previdência no Senado foi aprovada por unanimidade, inclusive com o voto do líder do governo, Romero Jucá. O relatório afirma que o défict previdenciário é uma fantasia do governo. A unanimidade foi possível após acordo entre os membros da Comissão pela retirada do indiciamento dos ministros Henrique Meirelles e Eliseu Padilha” (fonte: mistobrasilia.com.br

  4. Graças ao avanço da medicina e da tecnologia, a população brasileira está vivendo cada vez mais e melhor e deve contribuir por mais tempo para a Previdência.

    1. Especialmente que hoje em dia o aposentado continua “contribuindo” com 11% de sua aposentadoria para a previdência. E desde 2003 que NINGUÉM se aposenta com salário integral (faz 14 anos, mais 21 e acabou qualquer déficit, o resto é balela para tungar o povo). Fui!

  5. A economia vai continuar nesse ritmo de crescimento que já se iniciou e, a reforma não é um desafio para Temer, pois ele não será candidato a nada em 2018; mas o futuro presidente vai se ver numa sinuca de bico em ter a obrigação de fazê-la. Por que não Temer, até por que quem teria coragem?

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