A base, a oposição e o Centrão na reforma da Previdência

Questionado sobre o tamanho da base do governo na Câmara, um integrante da equipe econômica do governo respondeu assim a O Antagonista:

“Essa é a pergunta de um milhão de dólares hoje.”

Por enquanto, o esboço bem geral e ainda muito nebuloso do posicionamento dos partidos em relação, especificamente, à reforma da Previdência é o seguinte:

Perdas petistas e dois deputados que se filiaram ao PSL em janeiro, o partido do governo agora é a maior bancada da Câmara. Acompanhe aqui!

— O PSL, até que provem o contrário, votará sempre com o governo. Legendas como PSC, PSDB, DEM e Novo, embora não sejam da base, estão, em sua maioria, dispostas a aprovar a reforma;

— PSOL e PT farão a já conhecida oposição ideológica, enquanto PDT, PCdoB, Rede e PSB, por exemplo, se preparam para questionar a reforma com menos “sangue nos olhos” do que os petistas e psolistas, mas, claro, atrasando a tramitação e tentando emplacar uma narrativa que os favoreça politicamente;

— O restante, incluindo PP, PR, MDB, PRB e PSD, tende a atuar como aquele mau e velho Centrão: esse grupo, de tamanho bastante significativo, inicialmente ficará em cima do muro. Seus líderes dirão que vão analisar o texto oficial da reforma com cuidado e, enquanto isso, nos bastidores, esperarão para ver o que o governo terá a oferecer em troca de eventual apoio.

Comentários

  • Sandra -

    Sabe o que vai acontecer se esses políticos não votarem em nada pra melhorar o país? Os militares vão fazer por bem ou por mal, pois o Brasil tá cansado dessa promiscuidade política. A hora é

  • Sueli -

    Como sempre, os congressistas só pensam em seus próprios interesses e viram as costas para o país. A renovação foi insatisfatória e nas próximas eleições será necessário uma faxina completa

  • GLAUBER -

    boa análise

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