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Urgente: BC aumenta Selic para 7,75% ao ano e sinaliza nova alta de 1,5 ponto percentual

Taxa deve chegar a 9,25% na próxima reunião do Copom, em dezembro. Analistas debatem agora o tamanho do ciclo de juros, que deve ultrapassar 10% em 2022
Urgente: BC aumenta Selic para 7,75% ao ano e sinaliza nova alta de 1,5 ponto percentual
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

A pretexto da alta da inflação e da gambiarra no teto de gastos, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu há pouco aumentar os juros em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano. O Banco Central ainda sinalizou que promoverá nova alta de 1,5 ponto percentual na taxa na próxima reunião do colegiado, marcada para 7 e 8 de dezembro. Com isso, a Selic chegará a 9,25% ao ano.

Essa foi a sexta alta consecutiva. Com isso, a taxa atingiu o maior patamar em quatro anos. Em outubro de 2017, a Selic foi reduzida de 8,25% ao ano para 7,5% ao ano.

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom disse que a gambiarra no teto de gastos afetou a percepção dos investidores sobre o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal. Além disso, os diretores do BC sinalizaram que esse cavalo de pau na política econômica pode afetar as expectativas de inflação.

“Apesar do desempenho mais positivo das contas públicas, o Comitê avalia que recentes questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevaram o risco de desancoragem das expectativas de inflação, aumentando a assimetria altista no balanço de riscos. Isso implica maior probabilidade de trajetórias para inflação acima do projetado de acordo com o cenário básico”, afirmou o BC.

As surpresas inflacionárias também preocupariam o BC. O IPCA-15, a prévia da inflação, bateu 1,20% em outubro, segundo dados do IBGE. Essa foi a maior alta para o mês desde 1995. Com o resultado, o índice acumula uma alta de 10,34% em 12 meses, muito acima do teto da meta estabelecida para 2021, de 5,25%.

Com a inflação alta e pouca responsabilidade fiscal, o preço do dólar aumenta e pressiona ainda mais o IPCA. Para piorar, os investidores passam a cobrar um prêmio de risco maior para financiar a dívida pública brasileira.

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