Com dinheiro, sem inovação

A Folha noticia que “a recessão levou a uma forte queda no lançamento de produtos e na adoção de técnicas inovadoras por parte das empresas brasileiras”.

O mais interessante, porém, está em uma reportagem complementar: segundo Fernanda de Negri, do Ipea, o percentual de empresas que recebiam apoio do governo para inovação subiu de 19%, em 2000, para 46%, em 2014 — são os dados mais recentes.

No mesmo período, o número de inovadoras no setor industrial (o único cuja evolução é acompanhada desde o início da pesquisa, pondera o jornal) subiu menos: de 31,5% para 36,4%.

Ou seja, receber dinheiro do governo para inovação não significa mais inovação.

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