Comissão diz que acordo UE-Mercosul pode acelerar desmatamento

Um comitê de especialistas formado por Édouard Philippe, ex-primeiro-ministro da França, classificou o acordo comercial entre a União Européia e o Mercosul como “oportunidade perdida” em questões ambientais e de saúde, registra o jornal francês Le Monde.

Assinado em 2019, após 20 anos de negociações, o acordo ainda precisa ser ratificado por cada estado-membro da UE e pelo Parlamento Europeu antes de ser implementado.

No documento de 194 páginas, que deve ser encaminhado nesta sexta (18) ao novo primeiro-ministro francês, Jean Castex, os especialistas estimam uma taxa de desmatamento de 5% ao ano para os seis anos seguintes à implantação do acordo –um total de 700 mil hectares nos quatro países do Mercosul.

Esse desmatamento, prossegue o texto, seria provocado principalmente pela criação de pastagens para aumentar a produção de carne nos países do bloco sul-americano.

Segundo o estudo, o custo ambiental medido a partir das emissões adicionais de dióxido de carbono seria maior do que os benefícios econômicos do acordo.

O Antagonista relembra o que Le Monde deixou de fora: o acordo de livre-comércio tende a aumentar o déficit europeu nas transações comerciais, e há enormes pressões do setor agrícola –principalmente na França– para que o tratado não seja ratificado.

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