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Em nota, defesa de Guedes diz que vai "espancar qualquer dúvida sobre atuação legal e ética"

Segundo os advogados, ministro da Economia jamais atuou "de forma a colidir interesses públicos com privados". Petição será enviada ao STF
Em nota, defesa de Guedes diz que vai “espancar qualquer dúvida sobre atuação legal e ética”
Foto: Marcos Corrêa/PR

Os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, representantes de Paulo Guedes, afirmaram, em nota divulgada na noite de hoje (5), que protocolarão petição na Procuradoria-Geral da República e no STF para esclarecer que o ministro jamais atuou “de forma a colidir interesses públicos com privados”.

Segundo os advogados, os documentos esclarecerão que desde dezembro de 2018 Guedes se afastou da gestão da empresa Dreadnoughts, não tendo qualquer participação ou interferência nas decisões de investimento da companhia.

“E para espancar qualquer dúvida sobre a atuação legal e ética em sua vida pública e privada, Paulo Guedes juntará todas as informações necessárias para demonstrar a licitude e a conformidade de suas atividades com o Código de Conduta da Administração Federal e da Lei de Conflitos de Interesses”, escreveram os advogados, que também defendem Joesley Batista, da JBS, e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos.

A defesa de Guedes ainda afirma que não houve qualquer movimentação financeira nas contas da empresa desde que ele se tornou ministro da Economia.

Leia abaixo a íntegra da nota: 

“A defesa do ministro Paulo Guedes irá protocolar, de forma voluntária, petição à PGR e ao STF esclarecendo de forma definitiva que o ministro jamais atuou ou se posicionou de forma a colidir interesses públicos com privados.

Com relação a empresa Dreadnoughts, os documentos que serão protocolados deixam claro que o ministro desde dezembro de 2018 se afastou da sua gestão, não tendo qualquer participação ou interferência nas decisões de investimento da companhia.

Da mesma forma, os documentos demonstram que não houve qualquer remessa ou retirada de valores para o exterior da companhia mencionada, desde quando Paulo Guedes assumiu o cargo de ministro da Economia, sendo certo que este jamais se beneficiou no âmbito privado de qualquer política econômica brasileira.

Reitera-se que toda a documentação e informação pessoal do ministro foi enviada à Comissão de Ética Pública e demais órgãos competentes, no início do mandato, os quais jamais viram qualquer conflito com o exercício do cargo.

Mais uma vez, criam-se ilações e mentiras, a partir da violação de informações fiscais sigilosas de veículo de investimento legal e declarado, com o único objetivo de criar um factóide político. E para espancar qualquer dúvida sobre a atuação legal e ética em sua vida pública e privada, Paulo Guedes juntará todas as informações necessárias para demonstrar a licitude e a conformidade de suas atividades com o Código de Conduta da Administração Federal e da Lei de Conflitos de Interesses. O ministro sempre se colocou à disposição das autoridades públicas e do Congresso Nacional no exercício de sua função pública e permanece à disposição.”

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