Desastre à frente

“As escolhas do presente, incluindo o fazer nada, podem ser desastrosas anos à frente”, diz Marcos Lisboa.

“Infelizmente, estamos indo por este caminho (…).

Os sinais atuais são preocupantes. As taxas de juros de mercado para prazos longos, como nos títulos com vencimento para a próxima década, estão bem elevadas e com viés de alta: acima de 8% a.a. contra 2% a.a. para as taxas de curtíssimo prazo, com inclinação bem maior do que nos demais emergentes, indicando o tamanho da incerteza (…).

A taxa de câmbio também se desvalorizou mais no Brasil do que em outros emergentes e tem tido elevada volatilidade. Isso é mau sinal, pois o câmbio reflete, sobretudo, a expectativa sobre a solidez da nossa economia. Se o país parece ir bem, há forte entrada de capital, o que valoriza a nossa moeda. O inverso ocorre se o futuro não é promissor.

A participação de estrangeiros na posse de títulos da dívida pública caiu a menos da metade do que era em 2015. Muitas empresas internacionais dos mais diversos setores, incluindo varejo e sistema financeiro, já deixaram o país.”

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